{"id":3844,"date":"2023-03-28T17:26:11","date_gmt":"2023-03-28T20:26:11","guid":{"rendered":"http:\/\/cmhmedicinahospitalar.com.br\/novo\/?p=3844"},"modified":"2026-04-16T14:57:12","modified_gmt":"2026-04-16T17:57:12","slug":"sinais-de-autismo-em-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cmhmedicinahospitalar.com.br\/novo\/sinais-de-autismo-em-criancas\/","title":{"rendered":"Como identificar o autismo em crian\u00e7as?"},"content":{"rendered":"\n<p>O autismo (ou transtorno do espectro autista &#8211; TEA) \u00e9 um dist\u00farbio do neurodesenvolvimento que afeta a comunica\u00e7\u00e3o, o comportamento e a intera\u00e7\u00e3o social. Apesar de apresentar os primeiros sinais antes dos tr\u00eas anos, eles podem n\u00e3o ser t\u00e3o \u00f3bvios at\u00e9 que a crian\u00e7a fique um pouco mais velha. \u00c9 por isso que saber o b\u00e1sico sobre essa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para o desenvolvimento do paciente.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, os pequenos que t\u00eam essa condi\u00e7\u00e3o costumam apresentar comportamentos repetitivos, desenvolver interesses obsessivos por determinados objetos\/temas e enfrentar dificuldades para se comunicar com outras pessoas. Eles podem, ainda, n\u00e3o fazer contato visual, n\u00e3o lidar bem com certos est\u00edmulos sensoriais ou n\u00e3o seguir dire\u00e7\u00f5es simples.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o autismo seja um desafio para o paciente e sua fam\u00edlia, existem diversas interven\u00e7\u00f5es e tratamentos dispon\u00edveis que podem ajud\u00e1-lo n\u00e3o s\u00f3 a desenvolver suas habilidades sociais e emocionais, como tamb\u00e9m a lidar com os obst\u00e1culos que ele proporciona.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O importante a se entender, aqui, \u00e9 que cada caso \u00e9 \u00fanico e que, por isso, as abordagens costumam variar de quadro para quadro. E, mais do que isso: quando mais cedo for feito o diagn\u00f3stico, maiores s\u00e3o as chances de a crian\u00e7a progredir bem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pensando nisso, separamos o bate-papo de hoje para conversarmos sobre os principais sinais de autismo na primeira idade e, caso eles sejam identificados, quais s\u00e3o os pr\u00f3ximos passos a serem tomados pelos familiares. Vamos l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Do come\u00e7o: como identificar o autismo precocemente?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Os principais sinais de autismo em crian\u00e7as podem ser divididos nas seguintes categorias:<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Dos 0 aos 2 anos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Fazer pouco (ou nenhum) contato visual;<\/li><li>apresentar respostas baixas a determinados est\u00edmulos sonoros (como, por exemplo, n\u00e3o responder quando \u00e9 chamado pelo nome) e express\u00f5es faciais (n\u00e3o reagir \u00e0s caretas\/sorrisos\/brincadeiras\/interven\u00e7\u00f5es dos pais);<\/li><li>n\u00e3o olhar para coisas\/situa\u00e7\u00f5es que lhe est\u00e3o sendo apontadas;<\/li><li>parecer ap\u00e1tico ou desinteressado na maior parte do tempo;<\/li><li>n\u00e3o apontar para objetos de interesse pessoal;<\/li><li>ter um vocabul\u00e1rio reduzido (ou ausente) para a sua idade;<\/li><li>desenvolver certas estereotipias (balan\u00e7ar o corpo, andar na ponta dos p\u00e9s, chacoalhar as m\u00e3os, tampar os ouvidos etc);<\/li><li>demonstrar mais resist\u00eancia \u00e0 dor;<\/li><li>sentir-se mais incomodado que o habitual com determinadas texturas, luzes, sons, cheiros e afins;<\/li><li>obcecar-se por algumas brincadeiras, atividades ou objetos;<\/li><li>comunicar-se pouco (seja com outros adultos ou at\u00e9 mesmo com crian\u00e7as da mesma idade).&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Dos 2 aos 4 anos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>N\u00e3o responder ao pr\u00f3prio nome;<\/li><li>evitar contato visual e\/ou f\u00edsico;<\/li><li>reproduzir poucas express\u00f5es faciais;<\/li><li>demonstrar pouco interesse em interagir\/brincar com outras crian\u00e7as e adultos;<\/li><li>sentir dificuldade para se acalmar frente a uma situa\u00e7\u00e3o de estresse ou hiperestimula\u00e7\u00e3o;<\/li><li>demonstrar hipersensibilidade a determinados est\u00edmulos sensoriais;<\/li><li>n\u00e3o conseguir entender e explicar os pr\u00f3prios sentimentos;<\/li><li>demonstrar atrasos no desenvolvimento da linguagem;<\/li><li>repetir frases e\/ou palavras mecanicamente (ecolalia);<\/li><li>utilizar poucos gestos para se comunicar;<\/li><li>conversar em tom mon\u00f3tono ou cantante;<\/li><li>ter dificuldade para entender sarcasmos e duplos sentidos;<\/li><li>n\u00e3o brincar de \u201cfaz de contas\u201d;<\/li><li>brincar sempre do mesmo jeito e\/ou com os mesmos brinquedos;<\/li><li>frustrar-se com pequenas mudan\u00e7as na rotina;<\/li><li>ter comportamento hiperativo e\/ou aten\u00e7\u00e3o curta;<\/li><li>desenvolver diferentes formas de estereotipia que mudam conforme o tempo.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Dos 4 aos 7 anos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>isolar-se quando est\u00e1 em ambientes cheios e movimentados;<\/li><li>exigir que as brincadeiras sejam sempre do seu jeito e\/ou ter resist\u00eancia a aceitar novas regras;<\/li><li>ter dificuldade para entender e\/ou se adaptar a certos protocolos sociais\/comportamentais;<\/li><li>relutar em fazer novas amizades;<\/li><li>invadir o espa\u00e7o pessoal do outro, tomando as coisas de suas m\u00e3os, pegando seus objetos pessoais, fazendo perguntas inapropriadas etc;<\/li><li>ter problemas para come\u00e7ar e\/ou manter um di\u00e1logo;<\/li><li>falar excessivamente e com muita propriedade sobre os assuntos de que gosta;<\/li><li>interpretar g\u00edrias e\/ou figuras de linguagem de forma literal e, por isso, confundir-se com elas (como, por exemplo, \u201carrega\u00e7ar as mangas\u201d, \u201cabrir o jogo\u201d, \u201cdar o troco\u201d etc);<\/li><li>ter baixa percep\u00e7\u00e3o de pistas n\u00e3o verbais como gestos, olhares e afins;<\/li><li>ter dificuldade para seguir instru\u00e7\u00f5es (especialmente aquelas que possuem mais de uma etapa);<\/li><li>conversar em tom mon\u00f3tono e sem fazer contato visual;<\/li><li>apresentar estereotipias e comportamentos impulsivos\/compulsivos;<\/li><li>apresentar problemas de sono;<\/li><li>reproduzir\/repetir determinados sons, grunhidos e palavras;<\/li><li>parecer mais tolerante \u00e0 dor;<\/li><li>ter mais sensibilidade a determinadas experi\u00eancias e sensa\u00e7\u00f5es;<\/li><li>frustrar-se excessivamente quando h\u00e1 alguma mudan\u00e7a em sua rotina.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>E, por fim: o que fazer em caso de suspeita de autismo?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>A conduta mais indicada \u00e9 marcar uma consulta com o pediatra assim que um ou mais dos sintomas acima forem identificados. A depender do caso, a crian\u00e7a ser\u00e1 encaminhada a um especialista para que voc\u00eas, juntos, possam chegar \u00e0 melhor solu\u00e7\u00e3o para ela. As formas de terapia, assim como a frequ\u00eancia delas, varia de acordo com cada quadro.<\/p>\n\n\n\n<p>No mais, mantenha a calma. Com os cuidados certos, pode apostar que o(a) seu(sua) pequeno(a) ter\u00e1 uma vida muito feliz e funcional!<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>E a\u00ed, gostou do tema?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Para ter acesso a mais conte\u00fados como esse, acompanhe nossas publica\u00e7\u00f5es tanto aqui, no <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"blog (abre numa nova aba)\" href=\"http:\/\/cmhmedicinahospitalar.com.br\/novo\/blog\/\" target=\"_blank\">blog<\/a>, quanto nas redes sociais (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CMHIBH\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">Facebook<\/a> e <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Instagram (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cmhmedicinahospitalar\/\" target=\"_blank\">Instagram<\/a>)! No mais, at\u00e9 a pr\u00f3xima!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O autismo (ou transtorno do espectro autista &#8211; TEA) \u00e9 um dist\u00farbio do neurodesenvolvimento que afeta a comunica\u00e7\u00e3o, o comportamento e a intera\u00e7\u00e3o social. 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