Vasculite: o que é, tipos, sintomas e tratamentos

Close de canela com uma mancha vermelha de vasculite

Esse quadro pode afetar pessoas de todas as idades e provocar alterações permanentes. Existem vários tipos de vasculites e nós já vamos falar sobre eles.

O que causa a vasculite?

Geralmente, a causa da vasculite é desconhecida. Em alguns casos, no entanto, suas origens podem ser atribuídas a infecções, reações alérgicas ou, ainda, a complicações de outras doenças como artrite reumatoide, lupus eritematoso sistêmico, síndrome de Sjögren etc.

Sintomas gerais

São sintomas gerais e comuns à maioria dos tipos de vasculite:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • fadiga;
  • perda de peso;
  • dor;
  • suor noturno;
  • erupção cutânea;
  • problemas nervosos, como dormência ou fraqueza.

Doenças associadas à vasculite

1. Doença de Behçet

Também conhecida como doença da rota da seda, a doença de Behçet é um distúrbio raro que causa a inflamação dos vasos sanguíneos de todo o corpo.

Pode levar a numerosos sinais e sintomas que incluem úlceras na boca e genitais, inflamação ocular e erupções cutâneas.

Suas causas, apesar de desconhecidas, parecem estar relacionadas a fatores genéticos e ambientais, e a doença, em si, pode ser caracterizada como um distúrbio autoimune.

Seu tratamento, por fim, envolve medicamentos para controlar a inflamação e prevenir possíveis complicações.

2. Doença de Buerger

A doença de Buerger, também conhecida como tromboangeíte obliterante, é uma condição que causa inflamação e coágulos nos vasos sanguíneos das mãos e dos pés, resultando em dor e úlceras nessas áreas. Raramente, pode ainda afetar os vasos sanguíneos do abdômen, cérebro e coração.

Sua causa é desconhecida, mas acredita-se que esteja relacionada ao uso de tabaco e seus produtos químicos, que podem irritar o revestimento interno dos vasos sanguíneos.

Embora nenhum tratamento possa curar essa doença, interromper o tabagismo é o primeiro passo para o seu controle.

3. Síndrome de Churg-Strauss

Também conhecida como granulomatose eosinofílica com poliangeíte (GEPA), essa síndrome é muito rara e afeta, principalmente, os pulmões, a pele, os rins, o coração e os membros.

Seus sinais e sintomas, apesar de muitos e variáveis, incluem febre, asma, alterações cutâneas, dores nos músculos e articulações, alergias nasais, tosse, desconforto abdominal entre outros.

Por fim, a síndrome de Churg-Strauss é rara e não tem cura. são utilizados corticosteróides e drogas imunossupressoras para controlar o quadro.

4. Crioglobulinemia

Essa condição é caracterizada pela presença de crioglobulinas no sangue. Elas são proteínas anormais que costumam se agrupar a temperaturas abaixo de 37 °C, formando aglomerados gelatinosos que podem impedir a circulação sanguínea.

Seus principais sintomas incluem erupção cutânea, dor nas articulações, fraqueza e sensação de dormência ou formigamento. As causas estão associadas a infecções (hepatite C e B, toxoplasmose etc), alguns tipos de câncer (mieloma, leucemia linfocítica crônica etc) e distúrbios autoimunes. (lupus, artrite reumatoide, síndrome de Sjögren etc).

Por fim, dependendo da causa da crioglobulinemia, o tratamento pode incluir medicamentos imunossupressores ou antivirais.

5. Arterite temporal

Também conhecida como arterite de células gigantes ou GCA, a arterite temporal é uma inflamação das artérias localizadas nas têmporas.

Pode causar dores de cabeça, sensibilidade no couro cabeludo, dor na mandíbula, visão turva ou dupla e até mesmo cegueira.

O tratamento é feito por meio de medicamentos corticosteróides.

6. Granulomatose com poliangiite

Também chamado de granulomatose de Wegener, esse tipo de vasculite causa inflamação nos vasos sanguíneos do nariz, nos seios nasais, na garganta, nos pulmões e nos rins.

Seus sinais e sintomas, apesar de muitas vezes discretos até que a doença esteja em estágio avançado, incluem congestão, infecção e sangramento nasal.

Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível se recuperar dessa doença dentro de alguns meses. O tratamento, por sua vez, costuma envolver o uso de medicamentos cronicamente, para evitar recidiva das crises.

7. Púrpura alérgica

Essa condição, também conhecida como Púrpura de Henoch-Schönlein ou Vasculite por IgA, é mais comum em crianças e causa inflamação dos vasos sanguíneos menores (capilares) da pele, articulações, intestinos e rins.

Seus sintomas incluem dor abdominal, sangue na urina, dor nas articulações e erupção cutânea nas nádegas ou na parte inferior das pernas.

O tratamento é feito por meio de medicamentos que vão aliviar os sintomas da doença. São os mais comuns: antibióticos (se houver suspeita de que uma infecção esteja causando a vasculite), analgésicos, anti-inflamatórios e corticosteróides.

8. Síndrome de Kawasaki

Essa condição geralmente afeta crianças com menos de 5 anos, e provoca inchaço nas paredes das artérias de tamanho médio (principalmente as coronárias, que fornecem sangue ao músculo cardíaco) de todo o corpo.

Ninguém sabe ao certo o que causa a doença de Kawasaki, mas várias teorias vinculam esse tipo de vasculite a certas bactérias, vírus, outros fatores ambientais ou ainda a fatores genéticos.

Seus sintomas incluem febre alta, erupção cutânea e vermelhidão nos olhos.

A boa notícia é que, geralmente, a doença de Kawasaki é tratável e a maioria das crianças se recuperam dela sem complicações.

9. Arterite de Takayasu

Esta forma de vasculite afeta as artérias maiores do corpo, incluindo a aorta.

Ninguém sabe exatamente o que causa essa inflamação, mas a condição, em sua totalidade, é provavelmente uma doença auto-imune que pode ser desencadeada, ou não, por um vírus ou outras infecções.

Seus sinais e sintomas incluem dor nas articulações, perda de pulso, pressão alta, suores noturnos, febre, mal-estar geral, perda de apetite, dores de cabeça e alterações visuais.

Por fim, o tratamento para a arterite de Takayasu se concentra no controle da inflamação.

E, por fim: como é tratada a vasculite?

O tratamento da vasculite depende inteiramente do diagnóstico e dos órgãos afetados.

Quando ela é o resultado de uma reação alérgica, por exemplo, pode acabar desaparecendo sozinha. Já em outros casos, quando órgãos críticos como pulmões, cérebro ou rins estão envolvidos, é necessário mais cuidado e agressividade no tratamento.

Geralmente, este consiste em medicamentos com corticosteróides ou imunossupressores. O objetivo deste tipo de terapia é controlar a resposta imune anormal que provocou os danos nos vasos sanguíneos.

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Texto originalmente publicado no portal Convite à Saúde!

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