Os 6 problemas ortopédicos mais comuns na infância

Close de pernas de criança em pé brincando no quarto

Quando pensamos em problemas ortopédicos, é comum que nós os associemos a quadros que se desenvolvem com a idade como artrite, osteoporose, dores nas costas etc. Porém, adultos e idosos não são os únicos que podem tê-los.

As crianças, durante a fase de crescimento, tornam-se tão suscetíveis a desenvolverem problemas ortopédicos quanto qualquer outra pessoa. Afinal, é quando toda a estrutura dos ossos está se desenvolvendo. O perigo é que, aqui, se esses problemas não forem devidamente tratados, as consequências poderão ser grandes no futuro.

Por isso, é preciso acompanhar esse período bem de perto, sempre observando se alguma “anormalidade”, como pés chatos, marcha irregular e outras variações anatômicas que veremos a seguir, manifestar-se.

Pensando nisso, criamos esse artigo com tudo que você precisa saber sobre as doenças ortopédicas mais comuns na infância. Continue conosco para descobrir quais são elas, aprender a identificá-las e entender como tratá-las. Preparado?

Os 6 problemas ortopédicos mais comuns na infância

1. Pé chato

Normalmente, um bebê nasce com os pezinhos chatos. Ele só desenvolve os arcos (aquelas curvas na sola do pé que nos impedem de encostá-los completamente no chão) na medida em que cresce.

Em algumas crianças, no entanto, esse arco pode não se formar completamente. Quando isso acontece, a sensação é de que o pequeno tem seus tornozelos fracos (porque aparentam virar para dentro a cada pisada).

A boa notícia é: esse “problema”, quando não associado a outras condições, sequer é considerado uma doença ortopédica. Afinal, ele é praticamente inofensivo e não prejudica o desempenho da criança em nenhuma atividade (seja ela esportiva ou não).

Para se ter ideia, os médicos só consideram o tratamento para esse quadro se ele se torna doloroso. Neste caso, a prescrição de palmilhas com suporte de arco é uma das alternativas mais utilizadas.

2. Pé cavo

É exatamente o oposto de pé chato. Aqui, os arcos dos pés são mais altos que o “normal”. Porém, assim como no caso dos pés chatos, esse quadro não apresenta muitas ameaças ao paciente quando não está associado a outras condições, ou não causa dor.

3. Marcha na ponta dos pés

Quando uma criança está aprendendo a andar, é comum que ela o faça na ponta dos pés, ainda mais durante o segundo ano de vida. Com o tempo, esse costume desaparece e dá lugar à marcha normal.

Contudo, se o pequeno já tem mais de 3 anos e ainda se locomove na ponta dos pés durante maior parte do tempo, é preciso consultar um médico. Afinal, esse quadro pode, infelizmente, estar associado a outras condições como paralisia cerebral, autismo ou outros distúrbios do sistema nervoso.

Agora, se a criança está saudável e, ainda assim, persistir na caminhada em pontas, algumas sessões de fisioterapia podem ser recomendadas para que ela aprenda alguns exercícios e, assim, adapte sua pisada.

4. In-toeing ou out-toeing (pés apontados para dentro ou para fora)

Quando o bebê começa a andar, é normal que ele tenha uma virada natural dos pés para dentro, ou para fora, entre os 8 e 15 meses. Porém, quando esse costume se estende, é preciso atenção. Afinal, esse quadro pode estar associado, assim como a marcha na ponta dos pés, a fatores neurológicos e/ou outras doenças.

Diferente dos exemplos anteriores, tanto o in-toeing quanto o out-toeing precisam de atenção, mesmo se a causa do quadro não estiver relacionada a outras doenças. Isso ocorre porque a criança, quando apresenta um dos dois, costuma tropeçar frequentemente, podendo sofrer algum acidente mais sério no futuro.

A boa notícia é: normalmente, esse problema ortopédico, quando não associado a outras doenças, não interfere muito na vida do paciente e se resolve naturalmente, mesmo que de forma lenta, quando a criança começa a ter mais coordenação e controle muscular.

5. Joelho Varo (geno varo ou pernas arqueadas)

Também conhecido como “pernas de cowboy”, o Joelho Varo acontece quando a tíbia não se alinha corretamente ao fêmur, provocando uma flexão exagerada dos joelhos, fazendo com que eles apontem para fora. É bastante comum em bebês e, em muitos casos, corrige-se por conta própria, na medida em que a criança cresce.

Porém, é preciso ter cuidado: esse quadro pode indicar condições bem mais graves, como o raquitismo (geralmente causado pela deficiência de vitamina D ou cálcio no corpo) ou a doença de Blount (provoca o crescimento anormal do topo da tíbia).

Por isso, se você notar que seu pequeno está andando com as pernas arqueadas por muito tempo, não deixe de procurar ajuda médica.

6. Joelho Valgo (geno valgo ou pernas em X)

Também conhecido como “pernas em tesoura”, o Joelho Valgo é uma condição em que a criança possui os joelhos voltados para dentro. Mesmo que mais raro que o geno varo, ele é bastante comum em crianças de 3 a 6 anos.

Esse quadro costuma se reverter ao longo do tempo, na medida em que o pequeno vai desenvolvendo seu alinhamento natural. Porém, em casos mais acentuados, um tratamento ortopédico costuma ser necessário.

Enfim…

Problemas ortopédicos na infância são tão comuns quanto na idade adulta e, por isso, também merecem atenção. Eles podem fazer parte da fase de crescimento, assim como ser congênitos ou adquiridos, incluindo aqueles de origem infecciosa, neuromuscular e nutricional.

As doenças ortopédicas mais comuns em crianças, como pudemos ver, incluem a região das pernas e pés. Porém, vale ressaltar outras regiões do corpo dos pequenos que podem “sofrer” variações anatômicas. São elas:

  • quadril;
  • coluna vertebral;
  • pescoço;
  • ombros;
  • cotovelo;
  • pulsos.

No mais, caso você perceba alguma alteração como essas que citamos ao longo do artigo, ou quaisquer outras, não hesite em procurar a opinião de um profissional. Afinal, por mais que a maioria desses problemas ortopédicos se resolvam sozinhos, ou não sejam nada de mais, o seguro morreu de velho, não é mesmo?

E aí, esse texto foi útil para você? Saiba que, para ficar por dentro de mais assuntos como este, é só acessar o nosso Blog sempre que quiser!

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Texto originalmente publicado no portal Convite à Saúde!

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